terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ás vezes vem um sentimento sem nome, que como todo sentimento é, todo mundo sente, mas de formas diferentes. como todo sentimento, é impossível de explica-lo; só sei que é doce. Nos faz sorrir meio de lado, sair dançando, descobrir um amor atrasado, esfregar o rosto nas mãos e desejar um pouco mais de força - não uma carga mais leve. Sentimento que mistura altas doses de Blink, riffs pegajosos de uma música hardcore e uma mecha de cabelo enrolada no dedo - depois um olhar de canto, a bola de vôlei que vem voando diretamente pro meu nariz. É a distração que esse sentimento causa. O calor que surge de dentro no meio de uma sala com ar condicionado ligado. Sentimento que por mais doce que se faça na língua, depois de um tempo torna-se amargo e depois doce de novo e o gosto nunca se define, por mais que certa manhã eu tenha certeza que seja de maçã-do-amor, depois côco, amendoim, gloss de baunilha, pasta de dente, caramelho que gruda no dente... Sentimento que renasce no verão junto com as inconseqüencias que eu me submeto pra ter aquela sensação nas veias de quando se toma penicilina de intravenosa no hospital. Sentimento ao qual se dá o nome de Sentimento Sem Nome.

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