sábado, 16 de maio de 2009

Só um sonho e um braço tatuado

Um post de sexta a noite, depois de uns copos entornados e umas portas batidas. Voltei pra casa com a certeza de que não cumpri minha missão, e a impressão de que todos os meus assuntos acabam convergindo para o mesmo tema. Como se, no final das contas, eu sempre quisesse falar a mesma coisa por meios diferentes. Esgotar todos os modos de explorar uma única idéia que eu nem faço idéia do que seja, mas sempre sinto da mesma maneira - mesmo quando as palavras insistem em mudar de posição ou nome.Algo grande o suficiente para assumir diversas formas e gostos e acabar sempre no mesmo lugar... mesmo que a palavra não seja lugar.
O importante é que eu não sinto meus dedos, talvez do frio, talvez do pesadelo meio sonho que eu tive noite passada, em que a minha cama ficava pequena demais pra mim dormir bem.. eu fiquei perturbada, levantei, tomei água, revisitei as imagens no meu cérebro. Substituiram a visão dos Gallagher brothers entoando um hino psicodélico dos anos 90 na minha frente, agora era um braço com uma tatuagem que eu não consigo arrancar do dono o significado, outro braço fino e branco se enroscando; Deus na sua presença mais abominável. Sonhei que discava um número, abria a porta de um carro que ainda nem é meu, Miss You Now tocava no rádio, cabelos eram puxados, assim como limites.
Era uma rua de porto alegre perto da igreja das dores e da sua escadaria, onde os militares de bonezinho circulam, assim como "just two lost souls swimming in a fish bowl...", a gente, denunciando com os fogos de artíficio debaixo das camisetas que viver, acima de tudo, é um ato perigoso.
Foi um sonho, né? Eu me revirava na cama. Pequena demais. Vazia demais. ("Adoro o inverno, mas entro no chuveiro e ligo a água quente no máximo. O sangue que ferve. Faz a gente sentir muito calor).
Não há de se entender nada, não há de se explicar bulhufas, é só pra mim me sentir mais aliviada por descrever o tal sonho. E o Tal. Foi o jeito quase-bonito, tenho certeza. A covinha. A tatuagem, eu sei que foi.
Destino é um cara mais trapaceiro que o tempo, e por isso, há alguns dias, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade. Ou disso que chamamos com descuido e alguma pressa, de arrepio..
todo mundo sabe a que me refiro.

(Rua Dos Andradas)

Um comentário:

Dan R. disse...

olha laura sem ofensas mas acho que você estava um pouco alterada, alcoólicamente falando,quando escreveu esse post, falei mesmo, ok, beijo tchau.
DHASUIODHASIUDHIUASHDUA
desculpa, n sei o q eu to escrevendo, to com muito sono.. beijos, saudades