"porque eu também sinto medo, e haverá a morte um dia. a vida é apenas uma ponte entre dois nadas e tenho pressa. de repente sentiu-se sufocado enquanto saíam por entre as mesas barulhentas. uma sufocação semelhante à daquelas manhãs de fim de semana em que, involuntário, acordava cedo demais apesar do esforço para permanecer na cama até mais tarde, para que o dia parecesse mais curto e não precisasse bater-se tanto pelo apartamento vazio, sem vontade de fazer coisa alguma a não ser olhar pelas janelas. espiava então pela janela o movimento das ruas, os verdes lá fora, com vontade de sentar-se num banco de praça, comendo maçãs ao sol."
sábado, 15 de dezembro de 2007
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