a felicidade é uma ilusão de ótica, dois espelhos que refletem entre si a mesma imagem ao infinito. nem tente buscar a imagem original, não existe nenhuma. nao diga que a felicidade é efêmera. o sentimento que se sente e é tomado como felicidade quando se está apaixonado, quando se teve sucesso em alguma coisa, é uma liberdade condicional antes de conhecer a pena: o ser amado não se parece com nada, o que você conseguiu não serve para nada. isso não a faz infeliz, mas consciente. a felicidade não acaba, ela apenas se retifica. nós inventamos a luz para negar a escuridão. colocamos as estrelas no céu, plantamos postes a cada dois metros nas ruas. e lâmpadas dentro de nossas cassas. apague as estrelas e contemple o céu. o que você vê? nada. você está diante do infinito que o seu espírito limitado é incapaz de conceber, de forma que você nada mais enxerga. e isso o angustia. é angustiante estar diante do infinito. fique calmo; os seus olhos sempre encontrarão estrelas obstruindo a trajetória deles e não irão mais longe. de forma que o vazio dissimulado por elas será ignorado por você. apague a luz e arregale os olhos ao máximo.
você nada verá.
você nada verá.
2 comentários:
uau, muito legal !
é a pura verdade. bem pessimista, mas quando a gente tá pessmista, é total válido
saudades suas, menina de erechimmmmm
um beijo
e olha quem eu encontro por aqui! vou te colocar nos meus links, muah
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